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Instituto Nacional de Educação Ambiental publica entrevista com Eloi Zanetti

Eloi Zanetti

Eloi Zanetti

“As empresas brasileiras fazem muita festa e pouco resultado no que se refere ao meio ambiente”, diz o criador da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza ao programa EA na Escola, Eloi Zanetti.

“É um assunto muito sério para ser tratado por gente que não é séria”, completa o especialista em marketing.

Eloi conta como foi a criação da Fundação do Grupo O Boticário e como convenceu a diretoria de que marketing ambiental bem feito é muito importante e saudável para a empresa.

Assista o programa no ineam.com.br.

 

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Orgânicos, um grande negócio na agricultura familiar

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A Verde Brasil produziu em 2014 30 toneladas de morango orgânico. Crédito da foto: VB.

No caminho inverso do êxodo rural, família paranaense volta ao campo para produzir e industrializar frutas orgânicas, gerando emprego, renda e vida saudável

Por Marcos Scotti – No Brasil, 84% dos estabelecimentos rurais estão nas mãos de agricultores familiares. São 4,3 milhões de propriedades que abastecem 70% do mercado interno de alimentos no país. As informações são do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, divulgadas em 2014.

Nos três estados do sul do país – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – são 875.907 propriedades ocupadas pela agricultura familiar, dados da FAO, que, alem de produzirem o alimento que vai para a mesa dos brasileiros, contribuem com mais de 38% do valor bruto da produção agropecuária brasileira e perto de 75% da ocupação no meio rural.

Uma destas propriedades pertence às famílias de Hário e Jussara e produz 30 toneladas anuais de morango orgânico. A Verde Brasil, empreendimento criado por eles, dá emprego para 23 pessoas e abastece mercados no Paraná e Santa Catarina e fornece alimento saudável à escolas da região onde está instalada.  Continuar lendo

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30 de janeiro de 2015 · 9:05

Uma contribuição à sustentabilidade

Em 1996, depois de várias tentativas de trilhar o caminho histórico do Itupava, entre o litoral e a capital Curitiba, às escuras, conquistamos o Olimpo, no Parque Estadual do Marumbi, no Paraná. O parque já existia. Mas a infraestrutura, ainda incipiente, permitia o acesso às trilhas do complexo de picos do parque sob as mais variadas condições, inclusive quando o último trem, o único acesso embarcado à montanha, já estava em tempo de subir a serra. Hoje, em condições adversas, as trilhas fecham e o visitante do parque precisa fazer cadastro e informar por onde vai andar.

Era inverno. O vento soprava forte e frio quando chegamos ao cume do pico mais alto do Marumbi, o Olimpo, o segundo mais alto do litoral do estado. Naquele momento éramos os únicos, por conta de estarmos atrasados e termos subido a trilha lentamente. O céu tinha muitas nuvens, mas conseguíamos ver o horizonte. Foi ali, naquele momento, no alto do Olimpo, contemplando a Mata atlântica abaixo de nós e a civilização onde a vista conseguia alcançar, que nasceu a semente do projeto Trilha na Mata.  Continuar lendo

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Mar de lixo

Por Marcos Scotti e Arthur Conceição – O que o mar leva o mar devolve. Nem sempre no mesmo lugar, mas devolve. Essa simples constatação é suficiente para se entender a quantidade de lixo encontrada nas praias ao redor do mundo, mesmo as mais desertas. Os escombros que resultaram do tsunami que devastou parte do Japão, chegaram às ilhas do Havaí.

Aquela garrafinha de água que você esqueceu na praia neste verão e o mar levou, com certeza vai acabar em outra praia. Ao mesmo tempo em que se discute a balneabilidade e a questão do saneamento urbano das praias brasileiras, vive-se um problema controverso: o que fazer com o lixo e o esgoto produzido pelas populações que habitam as cidades litorâneas?  Continuar lendo

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Pressão põe em risco biodiversidade no litoral sul

 

Por Marcos Scotti – Manguezais, restingas, florestas, planícies, montanhas, rios, cachoeiras, baías, mar e ilhas paradisíacas. Poucos lugares no imenso litoral brasileiro reúnem num espaço relativamente pequeno tanta diversidade de vida e ambientes quanto o litoral do Paraná.

Espremido entre a Serra do Mar e o Atlântico, uma faixa de terra de não mais de 98 quilômetros de sul a norte, no particular ecossistema do litoral paranaense, o papagaio chauá ressurgiu da extinção, o mico leão da cara preta, descoberto em 1990 na Ilha de Superagui, espécie endêmica, só encontrada naquele ambiente de Mata Atlântica, sobrevive, e o biguá ainda voa.  Continuar lendo

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Preservar evita prejuízo

Por Marcos Scotti e Arthur Conceição – Em fevereiro de 2011 as chuvas que caíram sobre o litoral do Paraná levaram pontes, árvores, pedras, muita terra e casas. Ao todo 548 residências foram destruídas por completo e outras 3.006 danificadas nas cidades de Antonina, Morretes, Matinhos e Paranaguá. Apesar do tamanho da tragédia somente quatro mortes foram registradas, felizmente. Segundo o geólogo Eduardo Salamuni, ex-presidente da Mineropar – Minerais do Paraná S/A, órgão técnico responsável do governo do estado pelo estudo dos solos -, se os morros da Serra do Mar não fossem protegidos, não tivessem cobertura vegetal, o desastre seria ainda maior. “Teríamos uma catástrofe maior do que a que ocorreu na região de Petrópolis, no Rio de Janeiro, se não tivessemos áreas preservadas. As unidades de conservação evitaram uma destruição maior”, explica Salamuni. O geólogo explica que também as planícies preservadas no seu estado natural, entre a serra e o mar, e os manguezais, têm vital importância para não assorear os rios e canais de navegação. Biólogos e engenheiros ambientais partilham da mesma opinião: o espaço uniforme de mata existente de forma alinhada entre as montanhas e o mar é um verdadeiro mosaico de diferentes espécies de plantas, que ajudam a conter catástrofes ambientais. Além disso, a manutenção da flora no litoral corrige os ventos e tempera a umidade da serra. Economicamente esse espaço florestal deve ser preservado. Segundo o ambientalista Clovis Borges, diretor executivo da SPVS – Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem, a atividade portuária está intimamente ligada à preservação ambiental da planície litorânea. “Por diversas razões, os ‘negócio do porto’ são vistos de maneira isolada do restante do litoral, muito embora sejam dependentes, por exemplo, da conservação das encostas da Serra do Mar e planícies, altamente suscetíveis a processos erosivos que acarretam assoreamentos, encarecendo sobremaneira a manutenção das atividades portuárias. O exemplo é simples: o desassoreamento do canal da Galheta, por onde entram os navios para o porto, está orçado há um custo superior a R$ 500 milhões”, explica Borges.  A preservação serve ainda para conter a ocupação irregular e, consequentemente, evitar prejuízos econômicos provocados pelo aumento da densidade urbana. Plano de Contingência O Porto de Paranaguá esteve sempre envolvido em questões polêmicas quanto à degradação ambiental do litoral. Porém, como a manutenção da atividade portuária depende diretamente da preservação da água e das matas, os ajustes feitos pelo poder público permitiram a ampliação das atividades portuárias de forma mais sustentável. No entanto, não basta apenas o porto se adaptar ou compensar as perdas ambientais provocadas por esta expansão. Os graves acidentes ocorridos em anos passados, como o derramamento de óleo provocado pelo rompimento do oleoduto da Petrobras, ou o desastre ambiental provocado pelo derramamento de óleo do navio Vicuña, em 2004, ou mesmo a tragédia de fevereiro de 2011, colocaram em evidência a carência extrema dos municípios litorâneos no que se refere à existência de planos de contingência minimamente adequados. Mesmo hoje (2014), não há entre esses municípios nenhum plano de enfrentamento de situações de crise, com pessoal capacitado, equipamentos especiais, tecnologia, treinamento das comunidades ou ações de monitoramento. Segundo agentes da Defesa Civil de Paranaguá, se ocorrer um grande acidente ambiental na região o estado não tem equipamento e nem equipes capacitadas para enfrentar um problema desses. Plano Diretor Outra preocupação dos ambientalistas está relacionada à pressão que vêm sofrendo os planos diretores dos municípios litorâneos, devido à possibilidade de novos investimentos. Hoje, apenas Paranaguá e Guaraqueçaba  município que possui quase 80% do seu território declarado como área de preservação ecológica -, têm planos diretores aprovados junto ao Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense – Colit. Existe um número expressivo de empreendimentos de grande porte, em geral concentrados no Porto de Paranaguá e Pontal do Paraná. São atividades importantes para a economia brasileira, mas em contrapartida a questão da sustentabilidade não avançou na inclusão dos planos diretores. “Os portos são verdadeiros gargalos para expansão da econômica brasileira e o PAC tem prioridade sobre o setor portuário, porém não há nenhum plano em favor do meio ambiente. A expansão estrutural desordenada pode ser irreversível, podendo encarecer o futuro da logística. Temos exemplos como os Portos de Santos e Itajaí, que sofrem com assoreamento do canal de navegação, devido sua expansão não ter levado em conta aspectos de sustentabilidade ambiental. Temos uma cultura socioambiental que não se trabalha na origem do problema e sim quando é gerada uma situação critica, diz Mario Mantovani, da Fundação SOS Mata Atlântica. (Publicado na revista “Bem Público”, edição 35).

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